sábado, 18 de julho de 2015

Perolas

Perolas da manha:

-cecilia, va arrumar seus brinquedos.
Vou, volto e vejo os brinquddos e ela comendo um chocolate.
-eu ja te falei o q dos brinquedos ana ?
- mae, voce sabia que tem que ter paciência quando as pessoas estão comendo ? Tenha paciência. Estou comendo! !

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-vo.. eu n vou mais ser sua amiga se vc n deixar eu pintar sua unha
-mas nenem.. vce vai deixsr de ser minha amiga ?
-eh.. esse eh meu jeito! !

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Dia das maes

Mesmo sabendo que esse é um dia comercial, a gente sempre se sente mais especial nessa data.
Sei lá, as propagandas dizem o quanto somos doces e cuidadosas e o quanto todo filho ama a mãe.
Bom, de cá.. anda ruim. A depressão voltou e eu tô me sentindo uma pessima mãe. Me sinto grossa, distante, chata. Acho que eu me odiaria se fosse ela. Mas ela não.. ela me ama. E ama muito.
Essa garota faz de tudo pra me arrancar um sorriso. E consegue! É muita fofura e meiguice pra uma menina só.
Tenho me sentido insegura em ser a mar dela. Cuidar de bebê, trocar fralda, dar peito, banho.. É instintivo. Mas criar, acompanhar, educar, dar valores... É difícil e eu me sinto incompetente as vezes.
Ela cresce muito rápido. E fica cada dia mais esperta e linda. Me corrige, aprende coisas até com o vento.
E o amor ? Bem.. Se derrama.

Então.. só tenho a agradecer por esse presente que é ser mae.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

3 anos

E hoje fazem 3 ano que o evento mais importante da minha vida aconteceu: seu nascimento. O nascimento que me trouxe tanto medo, tanta angustia, tanto temor. O nascimento que por um tempo eu achei que acabaria com a minha vida, que seria sinonimo de infelicidade e miseria. Quem poderia imaginar as coisas incriveis que viriam com o seu nascimento minha flor ? Quando eu perguntei a Flavia Saad no face, desesperada, se o resultado do beta era positivo, meu coracao era um misto de angustia, um certo amor, mais desespero, raiva, medo. Por muito tempo me culpei por tudo que eu senti meu amor, mas nem todo amor comeca a primeira vista ne? O nosso foi construido! Lembro de falar com a minha sogra: "mas eu ainda nao sinto esse amor que tanto falam" e ela me pedir pra ter calma pq as coisas sao construidas. E foram! Atraves do seu olhar, do seu sorriso, do seu doce. Voce construiu um sentimento tao solido e puro em mim que nada pode se comparar. Lembro bem de quando sua tia Andrea Farias me comentou que estava a falar com alguem que "aline estava surpreendendo, sendo uma maezona". Eh filha, sou mesmo! Ser sua mae eh a melhor parte de mim, eh o que me completa, eh o que me dar sentido de vida, eh o que me faz sorrir mesmo quando tudo esta uma merda. Pq com voce, nada nunca esta tudo uma merda. Ter voce mudou a minha vida, e a de seu pai tambem. Aquele velhinho da fila que me perguntou com tom ironico se eu estava feliz por ser mae, e onde seu pai estava nao sabe do quanto eu sou realizada por ser sua mae e o quao homem o seu pai eh pra nos amar, proteger, nutrir e estar ao lado. Nao, ele tinha muito pouco amor. Independente de como, de quando, seu amor veio pra mudar nossas vidas para MUITO MELHOR. Eh tipo um A.A.C.e D.A.C.(antes de ana cecilia e depois de ana cecilia). O antes nao e ignorado, de jeito nenhum, mas o depois eh tao mais magico, tao mais intenso, tao mais real, tao mais vivo. Nesses 3 anos, voce vem se tornando uma crianca tao... tao incrivel, que eu fico me perguntando quais creditos eu tenho com o cosmos pra eles me enviarem voce. Serio! Quando eu imaginei que teria alguem que puxaria as melhores partes de mim e do pai? Fora a personalidade linda, doce, determinada, engracada, amavel, geniosa. Voce eh apaixonante! quando vejo a alegria com que voce eh recebida onde quer que voce chegue, como voce conversa (com quem voce quer) de modo tao adulto e fofo, quando voce mia(eh filha, sua voz parece um miado) dizendo que me ama e que eu sou linda divedade meu coracao quase pula pela boca. Eh muuuuuuuuuuuuito amor. E hoje eu te parabenizo por esse dia. Nao so pq tem 3 anos que voce nasceu, mas pq tem 3 anos que voce construiu uma nova familia, fortaleceu a que ja existia e transbordou amor por onde voce passou. Obrigada por deixar o mundo mais lindo!!!!!!!

domingo, 25 de janeiro de 2015

Perdas da maternidade

Eu não gosto muito de declarações de amor com o "apesar "no meio. É pq eu sempre acho que passa uma imagem de sacrifício que não combina muito com o amor verdadeiro.
Fato eh que na maternidade é onde mais de passa a idéia de perdas e ganhos com a vida da criança. E sim, eu também tive as minhas.
Eu perdi a convivência com pessoas vazias e programas nada a ver. Eu perdi a paciência com pessoas duras de coração e que estão com suas metralhadoras de julgamento pra todos os lados. Eu perdi a solidariedade com pessoas amargas e que só vêem negatividade em tudo. Eu perdi a venda que me impedia de ver quem era meu amigo ou não. Eu perdi o raciocínio lógico em momentos que achei que a minha cria estava em perigo.
E definitivamente, eu perdi o vazio que existia no peito para um amor absurdo.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Tem um texto aí pela Internet refletindo sobre a "geração de mulheres que não são o que os homens quer" e dentre tudo, ela vai deliberando e justificando o motivo de estar solteira.
Bom,já passei da fase de pensar em como fui criada e passar a pensar como crio. Eu não quero criar minha filha pra que nenhum homem queira. Não estou disponibilizando mercadoria. Estou criando um indivíduo único e particular.
Eu não acho que o salto fino e o email lotado sejam sinônimos de prosperidade ou de superioridade. Não, eu não quero isso de minha filha. Espero que ela mais que trabalhe, espero que ela encontre um legado. Que use salto, rasteira, botina ou até mesmo crocs. Que ela, mesmo cansada, acorde e fale : vou trabalhar e isso eh uma das melhores coisas da vida.
Espero que ela faça faculdade, ou que seja empresária ou que trabalhe numa ONG. Espero apenas que ela possa ter o que lhe faça bem, incluindo aí dinheiro (ou nao).
Espero que o email dela esteja cheio, mas que não seja pressionando nem fazendo ela esquecer a hora de comer. Que esteja cheio dos amigos,  uma pessoa especial e promoções legais pra ela viajar. Que no meio possa ter de trabalho e que ela o responda no seu horário.
Ela pode sim queimar o arroz,mas que se quiser tenha o prazer de moldar sua refeição. Que troque a fralda dos primos ou irmãos, e quem sabe dos filhos, e assim ela possa ter a doçura que todos deveriam ter ao saber CUIDAR.
Que ela não seja tão auto suficiente a ponto de ser arrogante. Mas que não aceite ser tratada como menos que uma pessoa sensacional.
Que tenha seus valores e os respeite e não deixe que ninguém os ultrapasse.
Que tenha sua família, seja ela criada por homem mulher e filhos, ou ela e um animal de estimação ou até mesmo ela é seus amigos que a visitarem eventualmente.
Que ela se prenda a quem a faz bem e saiba respeitar os defeitos suportáveis. Mas que também seja tão presa a si mesma que não aceite ninguém que lhe faça mal.

Eu espero que ela não seja o que os homens ou mulheres querem. Espero que ela seja o que ela quer ser e seja muito feliz com isso. A partir daí, ela traga do mundo tudo que ela deseja.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Despedida da creche

Tia Dani, Tia Conça e Tia Su,
Eu nunca pensei em gostar de vocês! Eu sabia desde gravida que colocria cecilia em uma creche, e j havia visto vocês. Mas, o meu coração de mãe ciumenta, não queria aceitar vocês. No máximo, suportar. Mas, no dia 14de setembro de 2012, resolvi fazer uma visita. Só por desencargo.nmas, estava pronta para sair correndo. Esperava algum flagra, algum impedimento de ver as crianças, crianças no chão chorando implorando pela hora dos pais virem buscar (é, eu sou BEM dramática). Então iriapara casa e decretaria que lá não deixava e que os planos de estudar e trabalhar teriam que esperar. Mas, não teve nada disso. Logo de cara fomos recebidas por tia conça que de pronto, "assaltou" cecilia de mim, aconchegou no colo e fez dormir. As instalações? Eram tudo que eu não queria assumir, mas que eu sonhava!!  As crianças? Dengadas, acolhidas e cuidadas. Não teve mais duvidas. Eu colocaria ela!
Então, no dia 17 de setembro de 2012, fomos com a "tralha" e o coração apertado. Ela choraria? Eu nao iria! Ela sentiria falta? Eu...bem, eu morreria! E o peito? Sera que largaria e se renderia a mamadeira?? Que nada! Comia era comida e se rendia ao peitão quando chegava. 
É meninas, são quase 3 anos. E mesmo eu sendo essa problemática, eu não consegui ter uma reclamação de vocês.
O acolhimento nas minhas confusões, as gargalhadas das minhas trapalhadas, a compreensão com meus erros e atrasos de pagamento, os recadinhos desaforados de tia conça, o sentimentalismo (igual o meu) de tia Dani, a seriedade de responsabilidade de tia su, a comida de deixar forte de Janete, os cachinhos de Leu e Eli, os pirulitos de tia jaque, as atividades de tia socorro acalentaram meu coração e me fizeram mesmo nos momentos mais dificeis, ter a seguranca de que minha filha estava com "minha familia". Sim! Voces sao nossa familia! E cuidaram da minha filha como a de vocês fosse. 
E quando eu pergunto a minha filha sobre suas tias, ela esquece os laços sanguineos e lembram dos laços de amor e citam vocês em primeiro lugar.
O plano era não sair! Nunca! Nem depois dos 18! Eu queria manter esse relacionamento terapeutico. So que por mais que me doa tirar, me doi mais nao cumprir meu papel com voces uma vez que voces cumpremd e forma tao magnifica para comigo.
Eu nao queria me despedir, mas terei! Eu não queria passar direto pela baby star, mas passarei! Eu nao queria ter que me acostumar com outras pessoas (eu sou problematica, lembra?), mas me acostumarei.
OBRIGADA! Por cada banho, cada cachinho,c ada oenteado, cada alimentacao, suco, banho de mangueira, patati patata, abraço, chamego, acolhimento, bronca, cantinho do castigo, OPA, do pensamento. Voces me ajudaram a formar um ser humano lindo.
Nada disso seria possivel sem esse amor pulsante de vocês. Esse amor que transborda a cada bom dia, a cada "ate amanha ciça" ou ate mesmo no "mande dua mae passar sua roupa".


O-B-R-I-G-A-D-A!

Essa é a palavra. Mas, tem mais uma: DESCULPA! Desculpa por nao cumprir o combinado, desculpa os atrasos de mensalidade, os dias que esqueci o lanche ou o lençol e a toalha ou ate mesmo a fralda e a calcinha. Desculpa minhas trapalhadas e exageros!

Vocês foram e sempre serão as lembranças de parceria da primeira infância de Cecília.

Salvador, 14 de janeiro de 2014


Aline Viena de Souza

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Retrospectiva

Sou adepta das retrospectivas. Gosto bastante de relembrar passos. O final de 2013 início de 2014 foi marcado de bastante turbulência. Estava num "emprego" ruim, com uma "chefe" ruim, batalhando o tempo todo e todos os dias. Era péssimo!cada dia levantar e ir trabalhar num local onde se sentia vigiado, ameaçado, açoitado. Como se a todo momento estivesse aguardando a oportunidade para roubar sua mente estive em ao mesmo tempo te culpando de tudo que estava ocorrendo. Ainda bem que há uma força maior que veio das minhas entranhas e é minha guia: minha filha, meu amor. Por ela ocorreram as primeiras batalhas. Por "licenca" que eu tinha que pedir para poder ficar com ela (incrível eh que como corretora isso não deveria nunca ser algo justificavel). Foi quando brotou a idéia de um trabalho assalariado,ou melhor, um estágio. Minha mente tava confusa. Eu não sabia ao certo o que fazer já que eu não sabia qual caminho seria maior. Mas segui meu coração e a partir desse momento eu tive as minhas "ferias" em paz, com minha família, curtindo DEMAIS e quando voltei o caminho já estava decidido. Foi um ano onde minha pequena ao mesmo tempo que evoluiu, mostrou seu lado sensível.  Foi complicado lidar com os primeiros sofrimentos de decepção com amiguinhos. Minhas sombras estavam sendo reveladas de maneira cruel. Pq mostrar a minha própria fragilidade diante da opinião dos outros ? Só me fortalecendo é que posso ajudar minha filha. Em abril, pude alugar a minha casa e ir em busca da minha paz, sem mais guerras com minha mãe e tendo meu espaço com minha família. Eu me sentia como num conto de fadas. Lógico que também houveram brigas (parece ser do meu feitio isso!) mas termino o ano com a sensação de que boa parte dos conflitos ficaram pra 2014. Foi um ano incrível! Desde a "grudação" com minha filha até a primeira viagem sozinha com seu pai me fez ser cada dia mais família, mais os meus.